Brasil exporta programas sociais para El Salvador

O Brasil exportará para El Salvador os programas sociais Cozinha Brasil e ViraVida. A implementação desses dois programas naquele país foi formalizada, neste mês, com a assinatura de termo de cooperação entre representantes do SESI e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a secretária de Inclusão Social e primeira-dama da República de El Salvador, Vanda Pignato.

O Cozinha Brasil é uma iniciativa de segurança alimentar e nutricional voltado para a promoção de hábitos alimentares adequados e saudáveis, por meio do aproveitamento integral dos alimentos. Já o ViraVida oferece capacitação profissional, atendimento psicossocial e aceleração escolar a jovens de 16 a 21 anos, vítimas de abuso ou exploração sexual.

A Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) reconheceu o Cozinha Brasil como uma experiência exitosa de educação alimentar e nutricional a ser replicada. Em parceria com o governo federal, o programa já foi levado ao Uruguai e a Moçambique. Agora, além de El Salvador, está sendo implementado na Guatemala e em Honduras.

Com as orientações do programa, os participantes aprendem a se alimentar melhor, gastando menos. Além disso, ele representa uma oportunidade de melhoria da renda familiar. No Brasil, muitas famílias utilizam os conhecimentos adquiridos para começar o próprio negócio nas suas comunidades, comercializando alimentos e refeições.

As orientações chegam à população por meio de cursos que ensinam sobre a utilização de cascas e sementes nas refeições, higienização de utensílios, armazenamento de alimentos, entre outros. Criado em 2004, o programa realizou quase um milhão de atendimentos no Brasil até 2011.

O ViraVida é desenvolvido em 16 estados brasileiros e, desde 2008, atendeu mais de dois mil jovens com cursos profissionalizantes voltados às necessidades do mercado local. A meta é alcançar os 27 estados do país até o final de 2013. O processo socioeducativo, com uma carga horária média de 1.500 horas, inclui atendimento médico, odontológico e acompanhamento às famílias.

Para os coordenadores do programa, a forma mais segura de impedir que os jovens retornem à prostituição é assegurar a inserção dos alunos formados no mercado de trabalho.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que, em todo o mundo, aproximadamente 30 milhões de crianças foram exploradas sexualmente nas últimas três décadas. Além disso, a exploração é considerada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT)a pior forma de trabalho infantil.